Preconceito? Chega né, vamos evoluir!

Olá amiga, tudo certo contigo? Espero que sim. Hoje a nossa conversa mais uma vez vai ser sobre um assunto mega atual e necessário: o preconceito. Mas tenho que ser sincera aqui, eu acho um absurdo nós estarmos em pleno século XXI ainda falando sobre uma coisa tão básica que é o respeito pela diferença do outro, parece que está se tornando cada vez mais difícil fazer o fácil: respeitar aquilo que outras pessoas são.

Mas eu também entendo que ser alguém com preconceitos não é 100% culpa da pessoa. Ninguém nasce discriminando nada. A cultura e as pessoas que cercam a gente durante a nossa vida, influenciam demais o modo como a gente olha para o mundo e consequentemente para as outras pessoas à nossa volta.

Mas cá entre nós, estou falando com mulheres adultas e muito inteligentes aqui, então não podemos deixar isso se transformar em uma desculpa esfarrapada para simplesmente aceitarmos que somos assim e pronto. Não existe NADA de bom vindo do preconceito! E tenho certeza que você amiga pensa assim também. 

Mas o preconceito é uma característica salafrária, porque na grande maioria das vezes ela vem bem disfarçada dentro da gente. Como eu acabei de citar, quando o preconceito já é algo cultural e faz parte do nosso dia a dia, nós nem percebemos ou até nem sabemos que aquele comentário, aquela ação e até aquele pensamento, tão espontâneo, é preconceituoso. Mas a intenção desse blog não é julgar e nem apontar o dedo para os preconceitos de ninguém, mas sim, focar na prática de como podemos juntas mudar nossa maneira de agir e pensar diante do preconceito.

Então bora lá, o primeiro preconceito que eu quero trazer pra gente refletir é a homofobia. Hoje milhares de pessoas com uma orientações sexuais diferente como gays, lésbicas, bissexuais… Ou que não se sentem ser do sexo que nasceram como transsexuais… morrem todos os dias nas mãos de pessoas que não aceitam que elas sejam assim. (Aliás se você está lendo esse blog no dia 17/05 ( dia que está sendo publicado) hoje coincidentemente é Dia Internacional da Luta contra a LGBTfobia.) 

Nesse caso é extremamente importante entender: você não precisa apoiar para respeitar. Na verdade, por se tratar de algo extremamente pessoal, acaba não se tornando nem algo que devemos nos preocupar, pois essas orientações não são nossas e por consequência não vão influenciar em nada nossa vida e dia a dia.

Eu sei que muitas pessoas não acham certo ter outras orientações sexuais, e você amiga pode até ser uma delas, mas apoiar ou não é uma opção, agora o respeito é a nossa obrigação. Se você não acha certo ser homosexual, simples, não seja, esse é o único direito que você tem nessa situação. Agora tratar essas pessoas como inferiores e desrespeitar elas, não está mais na parte de opção e muito menos na de direito, respeitar qualquer pessoa com qualquer orientação sexual é o nosso dever!

Então será que quando você encontra uma pessoa homosexual e faz piadas, tira sarro, ou olha com um olhar de desprezo para ela, você está demonstrando seu respeito obrigatório? Com certeza não! É um outro ponto muito importante para repensar nossas atitudes.

Outro preconceito que precisamos conversar sobre é a xenofobia. Palavrinha estranha não é? Mas ela foi muito citada nos noticiários a alguns anos atrás quando após um desastre natural que aconteceu no Haiti, muitos haitianos vieram construir suas vidas aqui no Brasil, se lembra? Bom, acho que nesse ponto da conversa você já deve ter descoberto o que é xenofobia né? Xenofobia é o medo e/ou a antipatia por pessoas estrangeiras e as suas características tanto culturais, religiosas, raciais e também seus hábitos.

Não só aqui no Brasil mas no mundo todo, refugiados e estrangeiros já foram alvos de violência e muita falta de respeito, em vários casos, chegando ao extremo e resultando na morte dessas pessoas e suas famílias. E você pode estar pensando agora: “que absurdo! Eu nunca chegaria nesse ponto de matar ou bater em outra pessoa simplesmente por ela não ter os mesmos costumes ou as mesmas características que as minhas”. Mas a xenofobia não acontece só no extremo e como qualquer outro preconceito, ela pode vir em pequenos comentários, pensamentos ou ações que a gente muitas vezes nem sequer percebe que está praticando. 

E não só com pessoas de outros países, é também muito comum a xenofobia do Brasileiro para o próprio brasileiro. Isso geralmente acontece com pessoas das regiões Norte e Nordeste, seu sotaque diferenciado é um constantemente motivo de piada e não só isso, mas várias outras características ruins e principalmente estereótipos de “preguiça” “inferioridade” “pobreza” “falta de água” e muitos outros, também se tornam piada na boca de vários brasileiros de outras regiões e acabam virando características generalizadas e quase que “obrigatórias” para todos os habitantes dessas regiões. 

Uma vez eu vi em algum lugar uma frase bem interessante: “a xenofobia é sempre fruto do desconhecimento”. Então por que não tirar um tempo para conhecer essas culturas tão comentadas como “diferentes”? Eu tenho certeza que qualquer resquício de preconceito que ousar existir dentro de você vai sumir e é muito provável que ele se transforme em uma grande admiração pela história e as características que você vai conhecer desse povo.

E agora um dos preconceitos mais comuns dentro da nossa sociedade: o racismo. Desde os livros de história da época da escola, já mostravam pra gente os europeus que chegaram aqui no Brasil impondo toda a sua cultura e crenças para os Índios, fazendo com os que se negavam a largar as suas próprias raízes eram extremamente castigados e até mortos. Trazendo também pessoas da África, e fazendo seres humanos de objetos, considerando eles como escravos sem nenhum cuidado com o que precisam ou o que pensavam, estando ali apenas para servir. 

Mas até as histórias do nosso dia a dia provam que esse preconceito podre é tão forte que ao longo dos anos realmente fez com que um povo fosse rebaixado e considerado “inferior” só por conta das suas características. E como todos os outros preconceitos que eu já comentei aqui, esse também não é um exclusivo de outros países. É só a gente olhar para a desigualdade social, a diferença ao acesso à educação e até a taxa de mortalidade maior para pessoas negras e de favelas dentro do nosso Brasil.

Lembra dos preconceitos em coisas simples também? expressões como: “isso é trabalho de preto” “cor do pecado” “a coisa tá preta” que são usadas por muitos brasileiros trazem essa ideia de que preto é uma coisa ruim, suja e marginal. 

Então pensa aqui comigo amiga: será que você acha que uma pessoa é inferior, que não tem capacidade de fazer alguma coisa, ou que ela tem uma característica como que “marcada” somente pelo fato de ela ser de um lugar específico? Todas as pessoas desse lugar são assim mesmo ou é só uma coisa que seus pais e amigos disseram e você copia ao longo dos anos? É algo a se refletir, ein?

Espero de todo o coração que você tenha gostado do tema de hoje, e também que você saia daqui disposta a mudar qualquer tendência de preconceito, seja ele qual for! Juntas nós somos muito mais fortes na hora de combater os preconceitos.

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Instituto Amiga dos Sonhos
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